Pesquisa da Universidade de São Paulo revela que o desmatamento afetou significativamente o regime de chuvas e a temperatura da Amazônia nos últimos 35 anos. Durante este período, as chuvas apresentaram redução de 21 milímetros durante a estação seca e a temperatura máxima aumentou 2ºC.
O estudo demonstra o impacto direto do desmatamento no clima regional, estabelecendo uma relação causal entre a perda de cobertura florestal e as alterações nos padrões climáticos. Segundo o MapBiomas, o Brasil perdeu cerca de 876.000 km² de florestas naturais entre 1985 e 2022, com a maior parte da destruição acontecendo na Amazônia (13%) e no Cerrado.
As alterações no regime de chuvas têm consequências graves para a agricultura, abastecimento de água e manutenção dos ecossistemas. O aumento de 2ºC na temperatura máxima contribui para a intensificação de eventos extremos, como secas prolongadas e ondas de calor, criando um ciclo vicioso que favorece queimadas e dificulta a regeneração florestal.
Fonte: Jornal da USP


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