O sonho americano de que um diploma universitário é o passaporte para uma carreira de sucesso está sendo posto à prova. Um cenário econômico desafiador, marcado por automação e cortes em grandes empresas, criou o que especialistas do Burning Glass Institute chamam de “nenhum país para jovens graduados”. A taxa de desemprego para “novos entrantes” no mercado de trabalho, grupo que inclui recém-formados, atingiu o pico mais alto dos últimos nove anos.
Relatórios recentes, como os da National Association of Colleges and Employers (NACE), indicam que o otimismo não é alto. A diferença na taxa de desemprego entre quem possui um diploma de bacharel e quem tem apenas o ensino médio é a menor em décadas. Para muitos jovens da Geração Z, a realidade é frustrante. É o caso de Christina Salvadore, 23, que, mesmo com um diploma da prestigiada Georgetown University e vários estágios no currículo, não consegue um emprego em tempo integral.
“É horrível quando as pessoas perguntam: ‘E aí, o que você está fazendo agora?’. Estou na casa dos meus pais, no LinkedIn 24 horas por dia”, desabafou à CNBC. A dificuldade em encontrar estabilidade está gerando um impacto profundo na saúde mental e na confiança econômica de uma geração que se sente deixada para trás, questionando o valor de um investimento de tempo e dinheiro que não traz o retorno esperado.
Principais Pontos: * A taxa de desemprego para jovens que entram no mercado de trabalho nos EUA atingiu a máxima em nove anos. * A diferença de empregabilidade entre quem tem diploma universitário e quem não tem é a menor em décadas. * Automação, cortes em big techs e aumento de vagas temporárias são apontados como causas do fenômeno.Fontes: CNBC, The New York Times, NACE

