A OpenAI avança discretamente no desenvolvimento de uma ferramenta de inteligência artificial voltada à geração de música a partir de texto e áudio. Segundo relatórios internos obtidos pela MIT Technology Review, o projeto, batizado informalmente de “Jukebox 2”, é visto como o sucessor da antiga ferramenta experimental lançada pela empresa em 2020.
A nova versão promete transformar descrições textuais (“um samba moderno com percussão intensa e vocais femininos suaves”, por exemplo) em composições completas, ajustando ritmo, timbre e instrumentação com alto grau de realismo. Para aprimorar o sistema, a OpenAI teria firmado parcerias com estudantes da Juilliard School e da Berklee College of Music, que auxiliam no mapeamento e anotação de partituras para treinar o algoritmo com padrões musicais refinados.
A medida reacende debates sobre direitos autorais e impacto na indústria criativa, uma vez que profissionais de música temem que IA generativas reduzam a demanda por trilhas originais. Em resposta, representantes da empresa destacam que o foco do projeto é “democratizar a criação musical”, e não substituir artistas humanos.
Analistas preveem que a ferramenta entre em versão beta fechada até o primeiro trimestre de 2026, e poderá ser integrada à plataforma ChatGPT com suporte a descrição multimodal (texto, áudio e imagem).
Fonte: MIT Technology Review | The Verge | Financial Times

