O mercado financeiro reagiu positivamente ao encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, realizado na Malásia, refletindo o otimismo sobre possíveis avanços nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O Índice Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,55%, alcançando 131.270 pontos, o maior nível desde janeiro de 2025, enquanto o dólar comercial caiu para R$ 5,37, o menor valor em três semanas.
A melhora foi impulsionada pelo discurso conciliatório de ambos os líderes e pela expectativa de redução das tarifas impostas a exportações brasileiras, principalmente nos setores de aço, alumínio e etanol. Analistas também destacaram o cenário de desaceleração da inflação global e o apetite de investidores estrangeiros por mercados emergentes.
Empresas de energia, varejo e tecnologia lideraram os ganhos, enquanto o setor agroexportador também se beneficiou da expectativa de novos contratos com os EUA. Economistas do mercado apontam que o clima diplomático mais equilibrado poderá abrir espaço para acordos bilaterais inéditos em inovação e infraestrutura verde.
Apesar do entusiasmo, instituições financeiras alertam que o cenário global continua volátil, com tensão na Ásia e flutuações no preço do petróleo. Para o Brasil, o desafio agora é manter consistência fiscal e atrair investimentos sustentáveis de longo prazo.
Pontos Principais:
- Ibovespa atinge novo recorde após encontro Lula–Trump;
- Dólar recua a R$ 5,37;
- Expectativa de redução de tarifas e novos acordos comerciais;
- Cenário segue sensível a fatores geopolíticos.
Fonte: Agência Brasil | Valor Econômico | Reuters

