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“Brain rot” e vício em telas no debate do Enem 2025

O conceito de “brain rot” e o vício em telas emergem como temas relevantes para a redação do Enem 2025. Especialistas em saúde mental e educação têm alertado para o impacto do consumo excessivo de conteúdos digitais curtos, característicos de plataformas como TikTok e Instagram. Esse padrão de uso constante estimula o sistema de recompensas do cérebro, levando à busca contínua por dopamina e dificultando a concentração em tarefas mais longas, como a leitura e o estudo. O fenômeno, popularmente chamado de brain rot — ou “cérebro apodrecido”, em tradução livre — descreve justamente esse esgotamento cognitivo provocado pela superexposição a estímulos rápidos e superficiais. Segundo André Barbosa, professor do colégio Oficina do Estudante: “O uso intenso de redes sociais por crianças e jovens interfere em sua autoestima, percepção de mundo, comportamento e saúde mental.”

Além dos prejuízos à atenção e ao desempenho escolar, o vício em telas tem sido associado a distúrbios do sono, ansiedade e isolamento social. Pesquisas recentes apontam que adolescentes que passam mais de quatro horas por dia em redes sociais apresentam maiores índices de comparação social e insatisfação corporal. Diante desse cenário, educadores defendem que o tema seja debatido não apenas como um desafio tecnológico, mas como uma questão de saúde pública e cidadania digital — ressaltando a importância de políticas de alfabetização midiática e de uso consciente da internet entre jovens e famílias.

Fonte: Folha de S.Paulo

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