Você já se sentiu mais cansado do que informado após rolar o feed por horas? Se a resposta for sim, você não está sozinho. Uma das tendências comportamentais mais fortes de 2025 é o chamado “cansaço tecnológico” ou “fadiga digital”. O excesso de informações, a pressão por engajamento e a toxicidade de ambientes online estão levando as pessoas a um esgotamento mental, batizado de “brain rot” (apodrecimento cerebral) – termo que viralizou e foi até eleito a palavra do ano de 2024 pelo Dicionário Oxford.
Segundo relatórios de tendências da WGSN e da Link Estratégia, estamos nos tornando mais seletivos com nosso tempo online. A era do consumo de conteúdo desenfreado está dando lugar a uma busca por qualidade e significado. Isso se manifesta de duas formas principais: a procura por conexões reais e a valorização de conteúdos mais longos e aprofundados.
Contrariando a lógica do “quanto mais rápido, melhor”, podcasts, documentários e artigos de fôlego ganham espaço como um refúgio da superficialidade das redes. Ao mesmo tempo, o desejo de convivência ressurge com força. Encontros em pequenos grupos, a volta dos jogos de tabuleiro e a valorização de experiências fora da tela são a prova de que, após anos de imersão digital, a maior novidade é o mundo offline.
Para as marcas e criadores, o recado é claro: a autenticidade e o conteúdo com propósito valem mais do que produções supereditadas. A nova métrica de sucesso não é apenas prender a atenção, mas gerar uma conexão genuína, que transborde da tela para a vida real. Em 2025, o verdadeiro luxo é estar presente.
Principais Pontos:
- O “cansaço tecnológico”, ou “brain rot”, é uma forte tendência comportamental para 2025, impulsionado pelo excesso de informação e pela toxicidade das redes.
- As pessoas estão se tornando mais seletivas, buscando conexões reais e experiências fora do ambiente digital.
- Há uma valorização crescente de conteúdos longos e aprofundados (podcasts, documentários, artigos) como contraponto à superficialidade.
- A tendência aponta para uma mudança no consumo de conteúdo, onde autenticidade e propósito se tornam mais importantes que a superprodução.
Fontes: Relatórios de Tendências e Comportamento do Consumidor (Link Estratégia, WGSN).

