A professora e pesquisadora Suélia Rodrigues, da Universidade de Brasília (UnB) e membro da IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), desenvolveu um dispositivo inovador que pode reduzir drasticamente as amputações decorrentes do pé diabético. O equipamento, batizado de “Rapha”, utiliza bioestimulação por luz LED e sensores inteligentes, acelerando o processo de cicatrização e monitorando a regeneração dos tecidos em tempo real.
O projeto nasceu de uma experiência pessoal: o pai da pesquisadora sofreu complicações graves devido ao diabetes, o que a motivou a buscar uma solução acessível para pacientes que convivem com feridas crônicas. Segundo a UnB, o Rapha já passou por testes clínicos promissores e pode entrar em produção a partir de 2026, com custo reduzido em comparação a terapias hospitalares prolongadas.
O dispositivo é portátil, recarregável e permite acompanhamento remoto via aplicativo, viabilizando seu uso em regiões com infraestrutura médica limitada. Além de beneficiar pacientes, a tecnologia também alivia a sobrecarga no sistema público de saúde, diminuindo internações e custos com cirurgias de amputação.
Especialistas da área de engenharia biomédica afirmam que iniciativas como essa colocam o Brasil na frente da inovação dispositivos médicos acessíveis, fortalecendo o vínculo entre ciência e impacto social.
Fonte: Agência UnB | IEEE | Agência Brasil

