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“Operação Contenção” deixa rastros de morte no Complexo do Alemão e Penha – RJ

Ação Conjunta Sem Precedentes em Complexos do Alemão e Penha Resulta em 22 Mortes, Apreensões Vultosas e Uso de Drones Armados pelo Tráfico

A manhã desta terça-feira, 28 de outubro de 2025, marcou a história da segurança pública do Rio de Janeiro com a deflagração da “Operação Contenção”, a maior investida já registrada contra o Comando Vermelho (CV). Mobilizando cerca de 2.500 agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar, a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha transformou as comunidades em um cenário de intensa batalha, com um balanço trágico de 22 mortos — sendo 20 supostos criminosos e 2 policiais civis — e 81 prisões efetuadas. A ação, que visava frear a expansão territorial da facção e capturar lideranças, apreendeu 32 fuzis e revelou uma escalada no poder de fogo e na tática do crime organizado.

A resistência dos traficantes atingiu um novo patamar de sofisticação com o uso de drones armados para lançar granadas contra as equipes policiais no Complexo da Penha. Essa tática, inédita em grande escala nas operações do estado, evidencia o investimento do crime em tecnologia de baixo custo e alto impacto, marcando um ponto de inflexão na confrontação em áreas de favela. A utilização de barricadas, intensos tiroteios e o uso de explosivos por parte dos criminosos demonstram a ferocidade com que o Comando Vermelho defendeu suas bases operacionais.

As forças de segurança utilizaram um aparato tecnológico robusto na tentativa de neutralizar a ameaça, contando com dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição, além de drones próprios para monitoramento e reconhecimento. No entanto, a confirmação das mortes dos dois policiais civis ressalta o alto custo humano dessa “guerra de defesa” que, segundo autoridades, excede a capacidade estadual e exigiria a cooperação com Forças Federais.

A “Operação Contenção” também teve um impacto direto na rotina dos moradores. Escolas e postos de saúde nos complexos do Alemão e da Penha tiveram as atividades suspensas ou restritas, paralisando serviços essenciais para a população. Além das vítimas fatais e presos, pelo menos três inocentes foram atingidos por balas perdidas, incluindo uma mulher dentro de uma academia. O governador Cláudio Castro (PL) reforçou o caráter de defesa da operação, sublinhando que o objetivo é deixar claro que “quem exerce o poder é o Estado”, e não a facção criminosa.

O foco estratégico da megaoperação era o combate à expansão territorial do Comando Vermelho no Rio de Janeiro e em outros estados, além de desmantelar o braço financeiro do grupo. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que durou mais de um ano e resultou nos 69 mandados de prisão cumpridos e nos mandados de busca e apreensão, mostra a complexidade e o planejamento por trás da ação. A apreensão de fuzis e outros materiais bélicos reitera a necessidade de um combate contínuo e aprofundado ao crime organizado.

Fonte: Veja, Estadão, Poder360, CNN Brasil, e a Agência Brasil