O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais divulgou documento alertando que as mudanças climáticas estão intensificando as queimadas nas Américas. No nordeste da Amazônia, a combinação de chuvas até 40% abaixo do normal durante a estação úmida de 2023-2024 e temperaturas recordes criaram condições extremas para incêndios florestais.
Em 2024, as chamas queimaram quase 18 milhões de hectares da Amazônia Legal, alimentadas por uma seca sem precedentes ligada à mudança climática. O documento do INPE estabelece uma relação direta entre as alterações climáticas globais e o aumento da intensidade e frequência dos incêndios florestais na região amazônica e em outras áreas das Américas.
A situação é particularmente preocupante porque demonstra que os impactos das mudanças climáticas não são mais projeções futuras, mas realidades presentes que afetam diretamente os ecossistemas e as populações locais. As condições extremas observadas em 2024 podem se tornar mais frequentes se as emissões de gases de efeito estufa não forem reduzidas significativamente.


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